terça-feira, 21 de julho de 2015

Ciganos


Preciso começar minha pesquisa aqui, postando esse documentário maravilhoso, recomendado pela professora incrível que conheci em meu trabalho, ano passado, Mhelani Souza (hoje ela tem sua própria escola, a Alegria Cigana, no Carrão, São Paulo).


Conheço pouquíssimo sobre eles e eles permeiam quase todas as danças que eu gosto..

Meu primeiro contato, foi um acampamento cigano, próximo a minha casa, atrás da casa de uma amiga que eu visitava muito, quando criança.
Ficávamos horas observando o que eles faziam, cheias de curiosidade.
Uma vez, nessa época, eu cheguei a arrumar uma trouxinha (com um par de meia) para ir morar em um acampamento (!) eu queria ver de perto aquilo tudo, viver daquela forma que eu imaginava ser incrível.
É, não fui rs

Escrevendo sobre Flamenco, li sobre os ciganos andaluzes, então saí em busca de alguma matéria sobre eles.
E a primeira que me veio, foi de preconceito, claro, que infelizmente é a nossa realidade, poucos que acabam resumindo o todo.

"Edição 1840 de 10 a 16 de outubro de 2010 
Gonçalo Armijos Palácios
 
Truculência oficial e preconceito contra os ciganos
Na França, antigo país das luzes, reina o obscurantismo da truculência oficial
Irmãs Ciganas de Phillip
 
 
(...)
 
Há anos era comum ver tendas de ciganos (fossem Roma, Sinti ou Calon) em algum lugar das cidades pelas quais a gente passava.
Lembro ter visto ciganos desde minha infância. No Equador, a presença dos ciganos não era só física. Eles estão presentes na própria cultura, na medida em que os próprios espanhóis receberam grande influência de ciganos, aparentemente vindos da Índia para se radicar na região de Andaluzia. Muito da música equatoriana está influenciada pela música espanhola que, por sua vez, tem uma fortíssima presença cigana, o que se mostra na música e na dança flamencas. 
Se há algo que a cultura de alguns países andinos não é, é ser monotônica. Não tem um só tom na cor da pele, nos tons das vozes, nem no jeito de ser e nas formas culturais de se expressar. Coexistem, de uma forma única, a influência indígena, a africana, a europeia. Ao longo dos últimos séculos criou-se um povo que soube estar aberto às diferenças étnicas e culturais, e conviver com elas.
(...)
Gonçalo Armijos Palácios, filósofo e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), é articulista do Jornal Opção."

"Os ciganos não são criminosos"


"Não sejam maus conosco, por favor."



Abaixo, um resumão brasileiro.




"A mulher cigana vai muito além do estereótipo de ler carta, da bruxaria, de sedução.."



Esse vídeo acima é o mais violento.

Lembrei dessa performance que amo!!
Quem é ela e o que ela está dançando eu não tenho muitas certezas..se é dança cigana, se é fusão, só sei que gosto.

 
 

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